20 de junho de 2021

PARÁ, TRABALHO ESCRAVO

Entre os dias 6 e 16 deste mês, o Ministério do Trabalho (MTb) resgatou 15 trabalhadores em situação análoga à de escravo em duas fazendas de pecuária e coleta de castanha, aqui em Novo Repartimento e em Tucuruí. A operação foi realizada pelo Grupo Móvel do ministério.

Segundo o MTb, os empregadores mantinham trabalhadores em condições contrárias às disposições de proteção ao trabalho, desrespeitando as normas de segurança e saúde do trabalhador e submetendo-os a condições de trabalho e de vida em flagrante desacordo com a norma trabalhista.



Na fazenda fiscalizada em Novo Repartimento, que tem como atividade econômica a criação de gado bovino para corte, foram resgatados cinco trabalhadores em condições análogas às de escravo. Já em Tucuruí, em cuja fazenda a atividade econômica principal é a coleta de castanha-do-pará em floresta nativa, eram mantidos dez.

Os empregados viviam em alojamentos precários de madeira, consumiam água disposta em cacimba aberta, não dispunham de local adequado para suas necessidades fisiológicas e refeições, preparadas em fogão a lenha na área externa dos fundos da casa sede. A água utilizada pelos trabalhadores, inclusive para beber, era contaminada. Os empregadores também não tinham registrado os empregados.

Agora, os culpados terão de pagar as verbas trabalhistas devidas aos trabalhadores, que foram retirados das fazenda pelo Grupo Móvel e encaminhados para recebimento das parcelas do seguro-desemprego. A operação do Ministério do Trabalho foi apoiada pela Polícia Rodoviária Federal e Ministério Público do Trabalho.

Vale lembrar que Novo Repartimento é um dos responsáveis por colocar o Pará na “lista suja” do trabalho escravo, dada a quantidade alarmante de flagras dos órgãos fiscalizadores.

Com informações da Ascom do MTb

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