24 de novembro de 2020

Campanhas já gastaram R$ 12,8 milhões para ‘bombar’ anúncios

Desde o início das campanhas eleitorais para opleito deste ano, os cndidatos já invetiram cerca de 12,8 milhões de reais em anúncios. Seja através de repasses diretos ou por meio de subcontratadas, o Facebook foi a empresa que mais faturou com as eleições municipais durante essas três primeiras semanas de campanha, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Atéa sexta-feira, 23, 5.096 candidatos de todo o país haviam declarado quase 13 milhões de gastos com impulsionamento de propaganda na internet para a rede social norte-americana.

O candidato à prefeitura de Fortaleza José Sarto (PDT), está no topo da lista com gasto de R$ 420 mil. Em São Paulo, a maior declaração de gasto é de Bruno Covas (PSDB). O tucano declarou à Justiça Eleitoral ter gasto R$ 200 mil para que a rede social divulgasse suas mensagens para o maior número de pessoas. A campanha confirma ter feito tal compra, mas destaca que nem todas as despesas foram executadas e parte desse valor poderá não ser utilizado.

O Facebook dá liberdade para que os anunciantes modulem seus anúncios da forma que desejarem na hora decompartilhar para grupos específicos. É possível escolher se o conteúdo divulgado seja mais visualizado por homens ou mais mulheres, permite escolher a faixa etária específica, e até, determinados gostos.

A possibilidade de direcionamento de mensagens específicas para determinados públicos está no centro das denúncias de manipulação eleitoral em outros países a partir de 2015. Nestas eleições, a rede tem uma página onde algumas informações sobre os anúncios são divulgadas. Não é possível ver quem a página anunciante queria atingir, mas é possível verificar, em cada anúncio, qual é o perfil do público mais atingido.

Faturamento

O Facebook faturou, diretamente, R$ 3,3 milhões, segundo os dados do TSE. Mas parte das candidaturas está declarando os gastos como repasses às empresas DLocal (R$ 6,1 milhões) e Adyen (3,5 milhões), companhias de pagamento eletrônico com sede na Ilha de Malta e na Holanda, respectivamente, usadas pela rede social para receber as faturas. Parte dos recursos vem do fundo eleitoral.

Fonte: Estadão Conteúdo

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