24 de setembro de 2020

RexPa da final do Parazão 2020 terá cobertura nacional


No maior clássico do futebol amazônico, Remo e Paysandu voltam a se enfrentar no Mangueirão com transmissão para outros estados

Remo e Paysandu fazem o clássico de número 755 neste domingo (06), a partir das 17 h, a segunda partida da final do Campeonato Paraense de Futebol 2020 (Parazão), no Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão, em Belém. O confronto mais disputado no cenário futebolístico regional terá ampla cobertura da TV Cultura do Pará, que transmite a competição estadual há 11 anos. Mais de 60 profissionais estarão envolvidos para garantir a melhor imagem, som e informações aos telespectadores, em uma cobertura jornalística com abrangência nacional.

O clássico “Rei da Amazônia” será transmitido pela TV Brasil (TV aberta), TV Cultura (TV aberta), TV Meio Norte (TV aberta e fechada), Band-Macapá (TV aberta) e outras afiliadas. Dessa forma, o alcance da final chegará a quase todo o Brasil.

“A transmissão da final do Campeonato Paraense entre Remo e Paysandu será exibida em rede nacional – não só por uma, e sim, por três redes -, e mostra a importância do esporte, sobretudo o futebol sobre o Brasil, no momento que temos paraenses espalhados por todo o território nacional. A TV Cultura do Pará, ao longo de 2020, aperfeiçoou o formato e a qualidade de transmissão. Um dos chamarizes dos jogos de Remo e Paysandu, que era a participação da torcida, nós não vamos ter. Mas, mesmo assim, o duelo continua sendo interessante. Não deixa der ser uma forma de apresentar o Pará ao Brasil, as nossas riquezas, a nossa cultura através do esporte”, afirmou Hilbert Nascimento, presidente da Fundação Paraense de Radiodifusão (Funtelpa).

A TV Cultura do Pará transmitiu 28 dos 55 jogos do Campeonato Paraense nesta temporada. O campeão da competição conquistará a taça “Estrela do Norte”, nome escolhido pelos torcedores em votação. “Como TV pública, nós temos a função de chegar ao máximo possível de pessoas que possam receber nosso produto, um produto cultural paraense, que é o futebol. E, para este domingo, não vai ser diferente. Nós estaremos com toda nossa força, levando a final para todo o Brasil. Em termos de cobertura, a TV Cultura se preparou e vai fazer exatamente tudo o que vem fazendo ao longo desses anos, para a gente carimbar com chave de ouro a nossa transmissão”, reiterou o coordenador de Esportes da Funtelpa, Valmir Rodrigues.

Como venceu o primeiro confronto por 2 x 1, o Paysandu joga a segunda partida por qualquer empate ou vitória para conquistar o 48° título estadual e sua história. Já o Remo, que busca o tricampeonato e o 47° título paraense, precisa ganhar por dois gols de diferença ou mais para ser campeão. Se vencer por um, leva a decisão para os pênaltis.

Curiosidades – Os dois maiores clubes da Amazônia já se enfrentaram em 754 ocasiões. São 261 vitórias do Remo contra 237 do Paysandu e 256 empates. Apesar disso, o Papão fez mais gols no confronto – são 957 contra 954. O Campeonato Paraense é a competição em que os dois mais se enfrentaram. Ocorreram 351 partidas, com 124 triunfos azulinos, 105 bicolores e 122 empates. Ambos jogaram também pela Série A, B e C do Campeonato Brasileiro, Copa Norte, Copa Verde, Torneio Norte-Nordeste, amistosos e torneios não oficiais.

Maiores artilheiros – O atacante Hélio é o maior artilheiro do clássico, com 47 gols. Ele também é o segundo atleta que mais fez gols na história do Paysandu (237) e conquistou cinco Campeonatos Paraenses nos anos 1940. O centroavante Jango, do Remo, é o maior artilheiro em um jogo. Ele fez cinco gols na vitória azulina por 7 x 2 diante do Papão, em 1939. É o maior placar azulino diante de seu principal rival.

Os dez maiores artilheiros que disputaram o clássico “Rei da Amazônia”:

1° Hélio (Paysandu) – 47 gols;

2° Itaguary (Remo-Paysandu) 30;

3° Cacetão (Paysandu) 28;

4° Quarenta (Luiz Gonzaga Lebrego) Paysandu 28;

5° Bené (Paysandu) 26;

6° Quiba (Remo) 24;

7° Carlos Alberto (Paysandu) 23;

8° Jaime (Remo-Paysandu) 22;

9° Farias (Paysandu) 21, e

10° Jeju (Remo-Paysandu) 21.

Jogador que mais atuou – O meio-campista Quarentinha disputou 135 clássicos entre 1955 e 1973. É considerado o melhor da história do Paysandu, além de ser um dos mais relevantes e vencedores do futebol paraense.

Maior goleada – O Paysandu é detentor da maior goleada do clássico, desde que o futebol se tornou uma atividade profissional no Brasil, a partir de 1930: 7 x 0, pelo Campeonato Paraense de 1945. Os gols foram marcados por Soiá (3), Hélio (2), Farias e Nascimento. Houve um primeiro 7 x 0 do Remo na década de 1920, numa categoria que corresponde hoje às divisões de base dos clubes.

Invencibilidade – O Remo é o detentor da maior série de jogos sem perder para o maior rival. Foram 33 jogos, com 21 vitórias e 12 empates, entre 31 de janeiro de 1993 e 7 de maio de 1998 – período que o Leão conquistou o pentacampeonato estadual.

Maiores públicos – Remo e Paysandu fazem um dos clássicos que mais levam torcedores aos estádios no Brasil. Entre os maiores públicos se destacam:

08/04/1979 : Remo 1 x 0 Paysandu – 52.973

29/04/1979 : Remo 1 x 1 Paysandu – 64.100

26/08/1979 : Remo 1 x 0 Paysandu – 51.304

Década – Paysandu e Remo já se enfrentaram pela Série C, Copa Verde e Campeonato Paraense. Foram 45 confrontos, com 16 vitórias bicolores, 12 triunfos azulinos e 17 empates.

Século XXI – São 64 jogos disputados entre Leão e Papão desde 2001. São 21 vitórias do Paysandu, 24 empates e 19 triunfos do Remo.

Temporada – Houve três clássicos em 2020. O primeiro foi vencido pelo Paysandu, por 2 x 1. O segundo terminou empatado (1 x 1), enquanto o terceiro teve nova vitória bicolor, por 2 x 1. Os dois ainda podem se enfrentar mais seis vezes na atual temporada – quatro na Série C e duas na Copa Verde. *Agência Pará

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